Publicado quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Palestra sobre Raiva Humana e atendimento antirrábico

A raiva é uma doença infecciosa aguda, causada por vírus na qual compromete o Sistema Nervoso Central (SNC), caracterizado por um quadro de encefalite. Todos os mamíferos, incluindo o homem, são susceptíveis ao vírus da raiva podendo, portanto, serem infectados pelo mesmo e desenvolver a doença.

Devido à preocupação que há com esse tema, na sexta-feira, 15 de setembro, a Vigilância em Saúde promoveu uma palestra sobre raiva humana e atendimento antirrábico para os profissionais de saúde e pessoas ligadas a essa área para orientar e esclarecer dúvidas da população em casos de contaminação com raiva humana. A palestra foi ministrada pela médica veterinária Vigilância Epidemiológica de Guabiruba, Cintia Hinsching.

A raiva clínica é quase sempre letal, a menos que tratada. Após o aparecimento dos sintomas, o que se pode fazer é o tratamento sintomático. A prevenção deve ser ministrada a qualquer indivíduo exposto por mordida, onde a arranhadura e a lambedura também são passiveis de contaminação além da mordida. Em primeiro lugar deve-se lavar o ferimento com água e sabão, detergente ou qualquer substância capaz de tornar inativo o vírus. Posteriormente, recomenda-se a imunização com vacina associada a uma dose do soro antirrábico.

O uso da vacina e do soro são parte do programa de profilaxia da raiva. A conduta de indicação de aplicação de vacina e soro antirrábico deve ser realizada pelo profissional de saúde devidamente capacitado. O esquema de profilaxia pode ser de 2 tipos: pré-exposição e pós-exposição. A vacina antirrábica humana utilizada é fabricada em cultivo celular, sendo mais potente e segura e apresentando menos risco de reações adversas. É gratuita e encontra-se disponível em toda rede do SUS.