Publicado segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Educação Ambiental

Educação Ambiental

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico de Botuverá desenvolveu atividades relacionadas à educação ambiental, com alunos de 9 a 11 anos de idade da Rede Municipal de Ensino.

Entre as ações, foi ressaltada a importância das Áreas de Preservação Permanente – APP e sua conservação, através de palestra ministrada pelo Engenheiro Florestal, Ricardo dos Santos Lada, com colaboração do Secretário, Márcio Francisco Colombi e a Veterinária Franciele.

As crianças também puderam visitar o Horto Municipal, onde observaram pequenos experimentos que ressaltam a importância da APP e receberam mudas de espécies nativas da região.

Importância da APP – Área de Preservação Permanente:

Áreas de Preservação Permanente – APP dos cursos d’água são as faixas marginais de 30 metros dos rios, riachos e ribeirões; 50 metros do Rio Itajaí Mirim e 50 metros ao redor de nascentes/olhos d’água.

São importantes para a melhoria da qualidade das águas, pois ajudam a minimizar o assoreamento dos rios, evitando erosões e carreamento do solo das suas margens, além de filtrar parte de possíveis poluições orgânicas (esgoto doméstico e dejetos de animais de criação) e químicas (produtos de limpeza e agrotóxicos). Também melhoram a qualidade do ar e do microclima e propiciam corredores para o trânsito de animais silvestres, auxiliando, por exemplo, na diminuição do incomodo causado por insetos como borrachudos e maruins, pois terão abrigo e alimentação natural.

Exemplo de rio com e sem APP

Figura de exemplo de leito de rio assoreado

Também são muito importantes na minimização de enxurradas e inundações, pois, além dos leitos dos rios ficarem menos assoreados, as árvores ajudam a diminuir a velocidade de escoamento das águas das chuvas e suas raízes a descompactar o solo, aumentando a capacidade de infiltração e consequentemente disponibilizando água mais constantemente para os reservatórios, diminuindo os problemas com a falta d’água.

Além desses benefícios, conservá-la é uma obrigação legal, por isso todas as APP devem ser preservadas e as margens dos rios e nascentes que atualmente não possuem vegetação nativa devem ser recuperadas com o plantio de mudas de árvores típicas da região. Essa recuperação deve ser realizada em:

  • 15 m ao redor das nascentes/olhos d’água
  • 5 m às margens dos rios em propriedades com até 12 hectares.
  • 8 m às margens dos rios em propriedades de 12 a 24 hectares.
  • 15 m às margens dos rios em propriedades de 24 a 48 hectares.
  • 20 m às margens dos rios em propriedades maiores que 48 hectares.
  • No mínimo 15 m às margens dos rios nas propriedades em zonas urbanas.

Ressalta-se que em zona rural é permitido apenas à manutenção das atividades e construções já existentes antes de julho de 2008, sendo proibido novas construções a menos de 50 m de nascentes e do Rio Itajaí Mirim e a menos de 30 m dos demais cursos d’água e, em zona urbana, novas construções a 15 m de cursos d’água só são permitidas com autorização específica. Antes do início de novas construções, sempre os técnicos da prefeitura devem ser consultados.

Embasamento legal: Lei Federal nº 12.651 de 25 de maio de 2012 (Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa), artigos 3º, 4º, 7º, 61-A e 65.

Quanto mais rápido todos se comprometerem a preservar e a recuperar as APP, mas rapidamente os benefícios citados aparecerão.

O Meio Ambiente, a saúde, a segurança e o bem estar agradecem!